Processos de Trabalho: 4:1 pt.1
Durante esta semana, começo a desenvolver uma nova série de trabalhos, que, por incrível que pareça, conseguem reunir todas as vertentes visuais que vinha trabalhando até então. O conceito desta série (ainda sem título definido) está sendo criado para minha primeira exposição individual, ainda a ser definida (e sobre a qual certamente farei com que todos saibam quando for a hora).
Bem, voltando ao conceito: uma imagem é mais de uma imagem. Existem diversas camadas (físicas, psicológicas, éticas) que envolvem uma fotografia. Nesta série, procuro unir a textura da impressão com a estética da imagem digital. Ao mesmo tempo, busco referências no gap que existe entre os processos fotográficos analógicos e digitais: a revelação.
Sendo a revelação uma etapa inexistente no processo digital, volto a minha atenção jusatmente a isso: no meio digital, não temos folha de teste, nem folha contato, nem o negtivo físico. Resolvo isso buscando a seguinte equação: através da fotocópia, obtenho texturas, digitalizo as mesmas, repasso para o computador. Aí está a base do processo. Após a escolha de uma imagem, exploro todos os canais visuais possíveis da mesma.: inverto, adiciono e subtraio canais RGB, manipulo diretamente a imagem original e a torno em outra coisa, uma interpretação de si mesma. Depois disso, adiciono a impressão à equação.
Temos então, quatro processos existentes em uma única imagem:
- processo de caoptação digital
- fotocópia
- digitalização
- impressão jato de tinta
Justamente nesta junção de processos de trabalho, busco criar uma imagem única, porém híbrida. Ela passa de digital à física, de física à digital. Uma folha contato para a realidade daquela imagem, aquele snapshot. A significância original daquele quadro perde-se no mix de mídias, e se torna um amálgama 4 : 1.
O que torna a imagem-base…

…em:
Mais em breve.
t.









