Processos de Trabalho: 4:1 pt.1

Durante esta semana, começo a desenvolver uma nova série de trabalhos, que, por incrível que pareça, conseguem reunir todas as vertentes visuais que vinha trabalhando até então. O conceito desta série (ainda sem título definido) está sendo criado para minha primeira exposição individual, ainda a ser definida (e sobre a qual certamente farei com que todos saibam quando for a hora).

Bem, voltando ao conceito: uma imagem é mais de uma imagem. Existem diversas camadas (físicas, psicológicas, éticas) que envolvem uma fotografia. Nesta série, procuro unir a textura da impressão com a estética da imagem digital. Ao mesmo tempo, busco referências no gap que existe entre os processos fotográficos analógicos e digitais: a revelação.

Sendo a revelação uma etapa inexistente no processo digital, volto a minha atenção jusatmente a isso: no meio digital, não temos folha de teste, nem folha contato, nem o negtivo físico. Resolvo isso buscando a seguinte equação: através da fotocópia, obtenho texturas, digitalizo as mesmas, repasso para o computador. Aí está a base do processo. Após a escolha de uma imagem, exploro todos os canais visuais possíveis da mesma.: inverto, adiciono e subtraio canais RGB, manipulo diretamente a imagem original e a torno em outra coisa, uma interpretação de si mesma. Depois disso, adiciono a impressão à equação.

Temos então, quatro processos existentes em uma única imagem:

- processo de caoptação digital

- fotocópia

- digitalização

- impressão jato de tinta

Justamente nesta junção de processos de trabalho, busco criar uma imagem única, porém híbrida. Ela passa de digital à física, de física à digital. Uma folha contato para a realidade daquela imagem, aquele snapshot. A significância original daquele quadro perde-se no mix de mídias, e se torna um amálgama 4 : 1.

O que torna a imagem-base…

…em:

Mais em breve.

t.

Projeto em evolução: “Amor no Vazio” de Carlos Zanettini

Fui convidado pelo meu amigo Carlos Zanettini para fazer o design gráfico do encarte de seu primeiro disco, “Amor No Vazio”. Conhecendo-o bem, sendo amigos íntimos e admirando sua música, sabia que seria um projeto que traria muita alegria em participar.

O primeiro passo foram as fotografias, feitas no aprtamento (gentilmente cedido) por Priscila Borges, cerca de um mês e meio atrás (mais ou menos, não me recordo),. Conversamos sobre referências, idéias, e transformações. A primeira referência que tinha era uma foto do acervo pessoal do mesmo:

Tendo esta visão em mente e adicionando com idéias discutidas na hora da sessão de fotos, começamos a trabalhar com diferentes tons de cores. Por ser noite, portanto escuro, tivemos de contar com iluminação artifiicial. No meio da sessão, após experimentar com tons de azul e roxo, decidi concentrar meus esforços no preto e branco, que acabou tornando-se um grata surpresa. Ao revisar o filme, em casa, escolhi minhas imagens favoritas e as enviei para Carlos para que fizesse suas escolhas.

Apenas uma amostra para não estragar a surpresa, claro.

Terminado este passo, comecei a pensar em como dispor graficamnete ‘Amor no Vazio’. Desde o início sabia que deveria ser algo estéticamente estéril, fazendo referência óbvia ao próprio titulo do disco. Mas de alguma maneira, isso começou a mudar quando minha pesquisa visual (que incessamente me tortura no momento) começou a  interferir no trabalho: fotocópias. Comecei a arranjar e rearranjar  as letras e informações do disco em papéis e fotocopiar. O objetivo disto era conseguir o granulado, o pálido da reprodução mecânica; mais uma vez, vi uma ligação com o titulo do disco: sendo/estando o amor no vazio, sem cores, sem motivação, ele estaria gasto. E foi assim que comecei a pautar lentamente o projeto gráfico do disco.

Comecei então, a fazer ‘bonecos’ do trabalho.

A fonte escolhida foi Bohemian Typewriter. Por que? Porque ‘Amor…’ me remete a sensação de ser um diário que Carlos escreveu para si mesmo, musicalemente. Passagens pessoais, devaneios e estórias atadas por um único assunto que permeia a construção do disco. Imaginei-o escrevendo longas cartas para si mesmo, em um diário datilografado há muito tempo atrás. Nada mais aproriado, então.

Após esta fase, cheguei a seguinte conclusão: o amor existe no vazio, mas ainda asim não totalmente desprovido de cor. Foi então que decidi experimentar com cores, mais uma vez. Se não as teríamos nas fotografias do artista, que as tivéssemos em suas palavras!


Detalhes do processo. Eu não posso revelar tudo antes da hora, não?

Vermelhjo, ah o vvermelho! Dá vida a qualquer coisa, não? Tem sido assim que “Amor no Vazio” tem nascido. Ao menos até então. Com certeza algumas coisas irão mudar, outras permanecerão. O produto final terei prazer de mostrar a todos aqui, ali, onde for (quando pronto, claro)! Estou bastante ansioso e feliz por Carlos, e tenho certeza de que o cd ficará lindo, seja visualmente, seja muscialmente!

o ciclo

faça a conta. subtraia os divendendos, some os lucros. divida pelo valor desta dívida e multiplique o tempo necessário para se conseguir o objetivo. a equação é simples, mas ao mesmo tempo parece ser difícil. mais uma vez, tire a prova real, cheque o sistema, analise a fórumla. estão todas as questões resolvidas?

case o improvável com o celebratório, o individual com o externo, o presente com a suposição; tudo isso parece-me um tanto duvidoso, ainda assim, tirlha-se o caminho necessário. o fim do ciclo é o início do próximo, tudo se repete, tudo se transforma.

a hiperconectivdade. estou aqui e lá, e ali, e aqui, falo com você, e você, e você, ao mesmo tempo, sem saber o que digo, exatamente. se uma via se obstrui, outra se abre. certo? quem sabe. sim. não. talvez. supostamente. falar e falar e não ser notado, falar e falar e não ser considerado. todos querem, todos desejam notabilidade. todos suspeitam da amabilidade alheia.

organização, organizar, organizado, organizando, organizante, agonizar, agonizando, agonizado, agonia. fim de ano, fim de ciclo. não precisa entender, apenas sentir. algo terminou, algo está terminado. durante todo esse tempo, tantas e quantas versões de você existiram sem que nem ao menos fosse percebido? somente você sabe o que te afeta, somente você compreende o que pode vir a ser, assim que quiser ser.

o fim do ciclo é apenas o início do próximo.

o próximo é apenas o fim.

considerações: heartbreak

Corações partidos. Promessas e planos partidos. Solidão e angústia. Ultimamente andei pelas ruas e avenidas e percebendo cada vez mais a dor vinda das pessoas. Como se estivesse captando freqüências iguais as delas, e estivéssemos todos na mesma sintonia, em uma estação melancólica, que vê o mundo caminhar lentamente, a chuva descer por etapas, o sol brilhar um pouco mais pálido. E a estática sendo a única trilha sonora destes rádios quebrados.

Identificação e revelação. Nos olhos dos transeuntes e desconhecidos eu me encontro por alguns momentos, testando aos limites a capacidade de empatia. Sinto o que eles sentem, e por vez, sou reconhecido como um deles. As pessoas se atraem por diversos motivos, mas principalmente se atraem também através de seus corações partidos. Milhares de pessoas que caminham pelas ruas da cidade como que a enxergar diferentes avenidas que as quais trilham, vislumbrando realidades alternativas e linhas de possibilidades que surgem e são repassadas mentalmente a cada instante. Um momento, um desvio de olhar, e há o reconhecimento.

Ponderação. Tantas coisas pelas quais lutar, e tantas coisas pelas quais permanecermos esperançosos em seguir adiante. Ao mesmo tempo, tanto que se deixa para trás e nunca mais pode se recuperar, tanto que permanece ainda para ser dito. Tanta vontade de consertar o que deu errado. Tanta vontade de outra chance de fazer com que as coisas dêem certo. Caminhamos carregando dentro de nós o potencial para encontrar a felicidade, mas justamente este mesmo potencial pode ser aquilo que nos faz beirar a destruição quando não cuidado ou bem construído. Lição aprendida.

Os estranhos. Eles me vêem. Os amigos. Eles me vêem. Meu sorriso possui uma pequena falha, um algo que não pode ser racionalmente explicado, nem ao menos por mim. Em meu dente lascado, toda vez que minha língua o toca. E em cada outra pequena coisa que cruza o meu caminho, percebo e noto e coleciono sinais e histórias. Me pego sorrindo mais uma vez, perdido momentaneamente em lembranças e mementos do passado que foi construído pouco a pouco, assim como faço o meu presente. Tijolo por tijolo.

Questionamentos, respostas. No ônibus, vejo dois namorados se beijando. Relembro então o que é sentir exatamente aquela sensação e sinto mais um pedacinho do coração colar aos poucos. A lembrança não é mais triste, e sim confortadora, por ser justamente um lembrete de que ainda há muito a ser vivido, e muito mais a ser conhecido, tocado, sentido e degustado. Em uma cena de cinema, permaneço sentado e observo. Um sorriso surge em meu rosto. Tenho minhas respostas. Assim, aos poucos.

Expiação. Noto o reconhecimento nos olhos dos estranhos. Desta vez, de um diferente tipo. Aos poucos as cores voltarão, e o universo parecerá estar em ordem novamente, é o que eles me dizem. E eu, sem maior explicação, sei disso. Em prédios, elevadores, carros, esquinas, casas e apartamentos, sentamos todos e esperamos o tempo curar aos poucos as feridas que nos machucaram ontem. Ainda assim sorrimos, todos nós, com nossos corações partidos, pelo simples conforto de saber que sim, temos coração.

E que logo ele sara.

Logo ele se cola.

from the background.

In the dark I watch you move through the road
I see you stumble, I see you falling into another crisis
I see the smiles you fake; I hear the news about you
Still, I’m watching here, from the background.

I watch the ashes coming down and lay on the ground
I see the flames dim and the light of the morning come
Soon there will be plenty of time to discuss and to rebuild
But for now, I’m watching here, from the background.

Until I fade away, will you notice me leaving the battlefield?
Until I send away my troops and leave you blazing swords with the void

I keep my letters and my souvenirs and the pieces of you I conquered
I leave gifts and wishes and hopeful thoughts of amending
Some day there will be a season for forgiveness and bliss
Nevertheless, I’m watching here, from the background.

I walk the hills and I see the dawn coming slowly but surely
All I ask for is time and patience and hope enough to go on
I sit on my chair and say a silent prayer as I watch you fall again
Don’t worry, I’m watching here, from the background.

Until I slip away, will you notice I’m not there anymore?
Until I start to leave behind but a trace of me, will you wake up soon enough?

day #2

day #1

acabo de ter um vislumbre do futuro e sim, ele será obscuro, confuso e repleto de ódio.

;]

this is just another break-up song


pronouns and verbs and wasted words, what for?
cringe at the thought of using them anymore
so much has been said still no real advance
miscommunication has become out latest dance

and you don’t think of me how i think of you
and the respect you once had for me
has vanished inside the hurt you so carefully keep
no, your heart doesn’t want to give in too deep

and my friends tell me that i should just move on
and my heart tells me that i should just move on
you’re too young, too raw, too tough and too immature
to consider and see my offer as something just pure

you’re locked inside your hurt
see, i’ve lost the key you gave me
can’t open your heart
and set you free

i think i should be dancing on the streets
kissing strangers and jumping up on cars
but instead i’m sititng there on bars
wondering where our life went wrong

cause if this is what freedom means after all
i know i’d rather much just stick to the fall
and knowing you would still be mine
wake up the other day smiling and it’s all fine

i think i should go out and find someone new
but i know he would just be a replacement for you
and all the songs i hear tell me something about us
do i dare to think that somehow they do it for you too?

and as time heals, well, time also forgets
will i still feel the need to call you in the middle of the night
sitting in my bed, six months from now?
just wanting to hear you, not wanting to fight

you’re locked inside your hurt
see, i’ve got no key to rescue you
can’t open your heart
and set you free

when a door closes, a window is opened somewhere
but now it seems just too small for me to fit in
can’t seem to be able to see through
and picture what lies there on the other side

and if i ever was a rock you could cling on
if i was ever your safe place in this world
this land shakes and crumbles without you now
it takes you to make it safe and make it good again

and the problems you have and i want to solve
and the trust i lay on you – and you lay on me
the moments i kissed you while you were sleeping
will they simply disappear in time – that’s such a crime

you’re locked inside your hurt
throw me a key to rescue you
then i can open your heart
and set you free

i’ll climb the walls
i’ll walk the roads
i’ll time the times
if i have to

you’re lost inside your hurt
find me a key to rescue you
then i can open your heart
and set you free





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